Livro do colega Danichi




"Junichiro Tanizaki, em seu livro “Em louvor da sombra”, afirma que a beleza inexiste na própria matéria; o escritor japonês a localiza no jogo de sombras de claro-escuro criado entre objetos ou coisas. Segundo ele, a beleza surge no entre matérias como efeito de um jogo, de um artifício, inexistindo como atributo de uma substância. O teatro de sombras, o cinema, a pintura, ofertam-nos este entre produzido pelo fazer da arte que derroca, do belo, a perenidade da sua essência. A cidade, para o pesquisador estrangeiro, apresenta a sua potência no constrangimento a qualquer tentativa de conclusão para as suas histórias. Muros e grades do Leme ao Pontal, neste livro escrito por Danichi Hausen Mizoguchi, alertam-nos para a política do medo que esvazia a urbe por meio da barbárie da assepsia, mas também nos convidam a louvar as sombras, o entre, como no cinema, no teatro oriental, na solar e noturna Copacabana".

Um comentário:

carilevi disse...

Caro Mozart! Que prazer encontra-lo por aqui! Fui tua aluna no Joao XXII, colega do Danichi. Eu adorava tuas polemicas e levava sempre as discussoes pra casa, muito bom! Voltarei aqui no blog pra te visitar.

Abracos!
Carina